Tarde de chuva em Manaus, e todos os headbangers da cidade estão reunidos na frente do sambódromo a espera daquele que será o maior show (até então) que a cidade já recebeu.
Desde ás 11 da manhã já começava a movimentação por volta do sambódromo, muitos fãs esperavam pela abertura dos portões que estava prevista pra 18 horas, mas que no fim teve um pequeno atraso de meia-hora que acabou não sendo um grande problema.
Aproximadamente as 20 horas, começava o show de abertura que ficou por conta da filha do chefe, Lauren Harris (que eu juro que não entendo o por quê da perseguição causada pelos fãs de outras cidades quanto a sua sonoridade), a banda foi extremamente competente, com destaque pro guitarrista que inclusive chegou a dividir a atenção principal com Lauren, foi um show de abertura razoável, o público parecia não ter se incomodado com o show. Ao final, a Lauren agradeceu, falou do seu novo álbum e de algumas faixas já disponível para audição no seu MySpace.
Terminado o show de abertura, após longos minutos esperados pelos fãs, as luzes se apagam e começa a introdução que começou com o cover de UFO, 'Doctor, Doctor' e logo seguido de Transylvania junto com imagens de bastidores da banda nos telões. O show como já era esperado, abriu com “Aces High” com uma performance perfeita de toda a banda, sobretudo do vocalista e frontman Bruce Dickinson que conseguiu chamar atenção não só dos fãs da banda, mas também daqueles que estavam ali conhecendo a banda (que eram muitos).
O show seguiu com “Wrathchild” e “2 Minutes To Midnight” que arrebatou o público com dois dos refrões mais poderosos da banda, que causou arrepios em quem estava ali na grade. Logo depois veio uma execução impecável de “Children of The Damned” com direito a guitarra vermelha double-neck de Adrian Smith, a partir daí começou o desfile de clássicos da banda que deixou todo e qualquer fã emocionado, “Phantom of The Opera” com três guitarras, “The Trooper” com o lado teatral perfeccionista do Bruce Dickinson e suas bandeiras do Reino Unido, seguido da melódica “Wasted Years”, a longa e épica “Rime of The Ancient Mariner”, a pesadíssima “Powerslave”, a clássica e batida “Run To The Hills”, e claro, a mais 'conhecida' “Fear of The Dark”, sendo essa última cantada em coro pelas quase 20 mil pessoas presentes no sambódromo.
Logo depois a banda faz uma pausa rápida pra troca de instrumentos, até que começa (a repetida, mas nunca enjoativa) “Hallowed Be Thy Name” seguida do hino oficial da banda “Iron Maiden” que contou com o ápice do show, que foi a aparição do Eddie Cyborg (Somewhere in Time) andando pelo palco e apontando sua arma para o público.
Logo após “Iron Maiden”, a banda sai do palco para descanso, enquanto isso o público, ansioso pela volta, grita em coro “Olê, olê, olê, olê, Maiden, Maiden” e alguns tentando puxar o canto de parabéns para Steve Harris (que completava 53 anos na mesma noite).
Ainda com as luzes apagadas, se inicia a introdução de “The Number of The Beast” que contou com o trecho falado da bíblia, já conhecido por quem “acompanha” o Maiden de longa data, mais uma vez o público se mostra bem participativo, ao fim da música Bruce fala sobre a importância de estar fazendo um show ali (em Manaus) e cita a volta da banda em 2011 ao Brasil, com a turnê do novo álbum.
Já no final do show, outro clássico, “The Evil That Men Do” que infelizmente não arrancou tanto entusiasmo dos presentes (uma grande parte do público, estava conhecendo o Maiden naquela noite) seguida de “Sanctuary” que foi interrompida no meio para o “Happy Birthday To You”, parabenizando o baixista Steve Harris, o mesmo se mostrou emocionado com tudo, agradeceu bastante ao público e logo depois a música voltou a tocar do ponto em que tinha parado.
Ao final do show os membros jogaram palhetas, munhequeiras, peles de bateria, baquetas e o gorro usado por Bruce durante o show, se despediram do público agradecendo a participação; Certamente quem estava ali, indepententemente de ser ou não fã da banda, se impressionou com a espetáculo apresentado pela Donezela de Ferro, não só pelo lado musical, mas pelo lado teatral que é de deixar qualquer um boquiaberto. |